O que fazer em Aracaju: os passeios imperdíveis na cidade

por   Natalia Manczyk
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Aracaju Atracoes Praia Saco

Com tudo o que fazer em Aracaju, a cidade mostra que tem o dom de surpreender. Tudo bem que a região não faz parte do créme de la créme do Nordeste, e é essa justamente a grande graça: conhecer um canto tão lindo quanto outras capitais da vizinhança, mas com a chance de ficar quase sozinho em uma lagoa, em uma vastidão de dunas, na água doce dos rios ou nas faixas largas de areia. Sem aglomeração. Sem vendedores, sem os turistas com seus celulares e paus de selfie em mãos e sem a criançada correndo. Sem até mesmo moradores.

Praias de Aracaju

Os aracajuanos se orgulham da orla de Atalaia, conhecida como a mais bonita e mais bem equipada do Brasil. Não tem mesmo igual. Ela nasceu em 2006 quando o governador colocou de tudo nos 6 km de orla: pista de motocross, campo de golfe, pista de skate, quadra de tênis, parquinho para crianças, lago com pedalinho, circuito de kart, academia… tudo gratuito para que a população – e os turistas – tenham à disposição o maior centro de lazer a céu aberto. A orla e a faixa de areia são largas: custa a chegar ao mar. Mas com tantos afazeres no “calçadão” e as praias maravilhosas ali perto, a distância até a água não importa.

O que fazer em AracajuOrla

Os moradores de Aracaju adoram se exercitar na praia de Atalaia, mas não costumam fincar os guarda-sóis por ali. Para pegar praia, vão até as faixas de areia ao longo da rodovia José Sarney: as praias de Aracaju Aruanda (antiga Aruana), Robalo, Náufragos e Refúgio.

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Na Praia dos Náufragos, a turma da academia e que gosta de tomar um drinque ao som de uma música lounge se encontra na barraca chiquezinha Duna Beach. Lá o italiano Max mistura a gastronomia italiana à brasileira, a exemplo do delicioso nhoque recheado com filé de robalo e da carta de vinhos junto a cervejas e caipirinhas de mangaba e cajá.  Outra barraca point é a Parati, na praia do Refúgio, de mais um gringo que se apaixonou pela cidade: o holandês Harry. Ali o carro-chefe é a moqueca com filé de pescada amarela e com camarão e o robalo ao forno. O menu é assim saudável: o pesado azeite de dendê não faz parte do cozimento e as opções de fritura são pouquíssimas.

A melhor praia de Aracaju

Para comer bem em Aracaju, parar nessas barracas é imprescindível. Mas no quesito praia é melhor rumar para a rústica Praia do Saco, de areia branquinha e com trechos ora na beira do Rio Real ora na beira do Atlântico.  Algumas poucas casas de veraneio e uma igrejinha formam a paisagem. No caminho até ela, pare na Lagoa Azul, ou Lagoa dos Tambaquis, mais um ponto do Estado que teria tudo para fazer estardalhaço, mas fica ali quietinho esperando aparecerem os poucos turistas e os sortudos moradores do compacto Estado.

Aracaju praia do saco_ uma das coisas para fazer em Aracaju

A Praia do Saco

Um barzinho com cobertura de palha e algumas mesinhas de plástico são toda a infra do lugar. É que a boa mesmo é comprar um punhado de ração, entrar na água até a cintura e ter o luxo de alimentar, ficando lado a lado, centenas de tambaquis grandões, de cerca de 50 cm. Se não der vontade de ir embora, tudo bem. Ver o sol se por ao fundo daquela lagoa é mais uma das dezenas de boas atrações que a natureza arquitetou em Sergipe.

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Outro por do sol que não dá para perder quando escolher o que fazer em Aracaju é ali ao lado, nas Dunas do Saco. São como as de Natal, mas sem bugueiros e sem gente. É o lugar onde um outro morador vai lá caminhar descalço, pensar na vida e ver do alto das infindáveis e lisinhas montanhas de areia o fim de tarde  que todos os dias pinta o céu de Sergipe de um rosa vibrante.

Aracaju Dunas do Saco

Mangue seco

A lagoa e todas essas praias estão no litoral sul, no caminho para um dos passeios  indispensáveis para quem está procurando o que fazer em Aracaju: ir a Mangue Seco. A praia na verdade faz parte da Bahia, mas o acesso mais fácil e rápido é por Sergipe. Uma escuna, operada pela Nozes Tour, parte todos os dias da região do Mosqueiro, às 9h da manhã, em direção ao povoado de 250 habitantes conhecido por ter sido cenário da novela Tieta do Agreste.

O que fazer em Aracaju Mangue Seco

No vilarejo com jeito de Jericoacoara antes da fama, não há calçamento. As ruas, que devem estar iguais desde a gravação da novela em 1989, ainda são cobertas de areia, e 99% das poucas casas da “cidade” oferecem quartos a qualquer um que resolva ficar por lá – coisa que não é difícil ao ver o Rio Real verdinho logo ali na frente chamando para um mergulho. Caso não seja o seu estilo alugar um quarto qualquer, é só reservar uma noite na graciosa e aconchegante Pousada Fantasia do Agreste, onde todos os 18 quartos têm varanda, e os mais altos, uma linda vista para o rio.

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Tanto faz se são os aventureiros que resolvem dormir na vila ou os turistas que vão só passar o dia. Todo mundo faz o mesmo passeio em Mangue Seco: roda em bugue pelas dunas da região. O cenário impressiona a cada minuto. Culpa do gigantesco mar de coqueiros que surge abaixo das montanhas de areia e do trecho de praia vazia e quase virgem.

Depois de fazerem o circuito com emoção moderada, os bugueiros matam a vontade dos viajantes e param à beira-mar para que, enfim,  o pessoal que veio de longe curta um revigorante banho de água salgada ou de sol naquele litoral maravilhoso de areias desertas.

O que fazer em Aracaju Mangue Seco

 Cânions do Xingó: o principal passeio em Aracaju

 Mangue Seco é um dos passeios essenciais de quem vai a Aracaju. Mas, se por acaso você só tivesse um dia no Estado (no subjuntivo mesmo porque ninguém comete esse erro), o lugar imperdível da região – e também de todo o Brasil – são os cânions inundados pelo lago da hidrelétrica de Xingó, carinhosamente apelidados de Cânions do Xingó.

Não se pode negar que chegar lá é cansativo. São três horas de estrada por um trajeto pelo sertão do Sergipe recheado de mandacarus ao longo de um solo rachado pelo sol. Mas vale a pena. Quando a estrada esbarra em Canindé do São Francisco parece revelar um oásis formado pelo aguaceiro vindo do represamento do Rio São Francisco.

Trata-se de um corredor de água verde-esmeralda espremido entre rochas de arenito avermelhadas que chegam a 90 metros de altura e ocupam 60 km de extensão. O alagamento para a construção da hidrelétrica, inaugurada em 1994, transformou o rio que até então tinha 3 metros de altura em águas que chegam a 150 metros de profundidade. Formou também o quinto maior cânion navegável do mundo e uma atração e tanto.

Um catamarã bem equipado, com bebida, petiscos e chuveiro a bordo, operado pela MF Tur, faz a navegação entre aqueles cânions grandalhões até chegar a uma piscina natural de águas verdinhas onde não tem como resistir a um mergulho. Dali, vale pegar um passeio de caiaque entre os paredões de pedra, que, embora seja curto e rápido ( leva menos de 20 minutos com a ida e volta) não deixa nada a dever para lugares como as ilhas da Tailândia.

O que fazer em Aracaju canions xingo

Para quem se acostumou em ficar longe da muvuca, a empresa também oferece passeios bem privativos. Dá para rodar de lancha pela região; alugar a Preciosa,um barco de 60 pés e e dormir lá mesmo em meio ao Velho Chico; ou fazer um sobrevoo de helicóptero que tem preço dos mais competitivos quando se trata desse “meio de transporte”: em 2016, por exemplo, custava R$ 150 por 4 minutos, R$ 250 para oito minutos e R$ 500 para 16 minutos (pagos em até 10 vezes). Pode acreditar: ver o sertão virar água lá do alto vale cada real investido.

Se sobrar fôlego, ainda tem mais o que fazer no caminho para Aracaju: é possível parar na Grota do Angico – a 40 minutos de Canindé e geralmente vendido como passeio opcional pelas agências. O local foi onde Lampião, Maria Bonita e outros 11 cangaceiros do bando foram emboscados e mortos em 1938. Mais uma opção é dormir no melhor hotel de Canindé, o Xingó Parque Hotel (onde todos só quartos têm janelonas com um baita visual da hidrelétrica e do São Francisco), e além de evitar o cansaço de passar 6 horas do dia na estrada (a ida e volta para Aracaju), você tem a chance de visitar no dia seguinte o município de Piranhas, que, já do lado de Alagoas, é mais um trecho marcado pela história de Lampião.

Vista do helicóptero nos canions do xingó em Aracaju

A melhor praia perto de Aracaju

 Todo mundo concorda que conhecer os cânions do Xingó é o melhor passeio entre todos para fazer perto de Aracaju.  Mas se existisse a categoria “praia”, o imbatível é ir à Crôa do Goré e à Ilha dos Namorados. O primeiro, de nome bem esquisito para homenagear o crustaceozinho que dá naquelas bandas (o Goré),  é famoso há tempos: é um banco de areia no meio do rio.

O que fazer em Aracaju croa do goreÉ uma delícia tomar uma cerveja ou uma água de coco ali no meio, com água até a cintura, se protegendo do sol nos quiosques de palha ou remando pranchas de stand up disponíveis por lá. Lanchas saem da Orla do Por do Sol todo tempo por R$ 25 e levam até a Crôa do Goré. É prático, mas tem um problema: elas não chegam até a segunda etapa do passeio, a mais bonita: a Ilha dos Namorados.

Parece até combinado entre os passageiros. Quando ela surge no horizonte, é o sinal para que todo mundo vá para a proa ver a ilha se aproximar. É uma vastidão de areia plana na esquina entre o Rio Vaza-Barris e o Atlântico. O que significa que ao olhar para um lado, estão lá redes para se estirar sobre a água doce e calma. Do outro, estão as ondas do mar. E, no meio do areal que parece alcançar o horionte, lagoas cristalinas recortam o terreno para deixar o visual ainda mais bonito.

Aracaju: o que fazer na cidade

Já que a base para explorar tudo isso é Aracaju, saiba que ela não é daquelas cidades-dormitório, onde o pessoal só dorme e já parte logo para os passeios lá perto. Vale reservar  pelo menos um dia inteiro para essa capital brasileira organizada e tão limpa que lixo no chão é artigo raro.

Não dá para deixar de fora da programação o ótimo Museu da Gente Sergipana, com concepção artística de Marcello Dantas, o mesmo responável pelo projeto do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. Extremamente interativo, diverte (e ensina para valer) crianças e adultos. Converse com um vendedor de produtos sergipanos que está em uma tela de cinema, faça repentes e envie-os aos amigos, sente em um carrinho que simula passar por paisagens do Estado e brinque em uma mesa digital para adivinhar ingredientes de pratos típicos, como o pirão de guaiamum e a feijoada sergipana.

Museu da gente sergipana aracaju

Depois de ver o museu, rode mais 1,5 km para chegar a mais uma atração em Aracaju: o Mercado Municipal. Na verdade, são três mercados interligados, com bancas vendendo artesanato bem local como miniaturas de bares com mesinhas nas calçadas, cachaça local, livrinhos de cordel, comidas (na Casa da Farinha, por exemplo você verá a feitura de queijadinha, mal-casado e beijú molhado), ervas e temperos.

Aracaju mercado atracao

No mercado, a dica é almoçar no Caçarola, restaurante por quilo cheio de pratos típicos.  O carro-chefe é o Camarão de Cueca ( uma moqueca de camarão na qual a casca do final do rabo do crustáceo não é removida e daí o nome). Já no quesito doces fazem sucesso o Negão Gostoso (espécie de petit gateau com pudim de chocolate em vez do bolinho) e a Moça Virgem (banana caramelizada com sorvete de tapioca), nomes em alusão às casas de prostituição que existiam antigamente por ali.

No fim de semana não dá para perder a feirinha de cultura e artesanato do Mosqueiro. Melhor ainda se for no sábado ao pôr do sol, quando Valtinho do Acordeon chega navegando em sua canoa pelo rio ecoando o som do instrumento, de forma parecida ao Jurandi do Sax, em João Pessoa . Nisso Aracaju não foi original. Mas logo depois, quando a noite cai e as estrelas surgem no céu, a feira é tomada por dançarinos que fazem apresentação de reizado, forró, samba de coco… um sinal de que Aracaju ainda preserva suas tradições tipicamente nordestinas e de que não falta o que fazer em Aracaju.

Aracaju atracoes acordeon

Onde ficar em Aracaju

A maioria dos hotéis está enfileirada na orla de Atalaia, de frente para a praia. É esse o melhor ponto para se hospedar em Aracaju. Outra vantagem: os preços são bem parecidos entre si e os hotéis têm bom custo-benefício.

Dica de hotéis: Real Classic, Ibis BudgetAquarios Praia Hotel e NB Hotéis

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